Trinta minutos disponíveis são exatamente trinta e nenhum se pode perder. Para primeiras impressões – que para muito mais não dá – sugere-se uma visita à exposição apresentada no Salão Nobre.

Espaço único no edifício, formal apesar do tom leve e amável dos estuques do seu teto, é o local das supresas: área favorita para exposições temporárias, pode encontrar aqui traje Barroco, nos seus esplendorosos tecidos, muitos ricamente ornados com bordados – matéria em que se destaca o traje masculino – exuberante nas suas formas e construção, complexo na sua forma de vestir, tantos e tão abundantes são os trajes de debaixo. Traje palaciano ou traje de corte, conta-nos as modas de setecentos enquanto lança já um olhar interessado para a nova forma de vestir que espreita ao lado e que o império francês espalhou por todo o lado.

Mas se não o encontrar, vai certamente encontrar uma exposição temporária de peças da coleção do Museu Nacional do Traje, numa linha intitulada Coleções ao Pormenor e que quer, desta forma, trazer a público a vasta coleção de trajes e acessórios que se têm vindo a reunir nestas pouco mais de três décadas de existência do museu.