A viagem até ao Lumiar vale a pena, sobretudo dispondo-se de duas horas, tempo suficiente para uma visita de interior e exterior.

Se tempo está mais agreste, um passeio pela zona do jardim histórico, mais abrigada, permite deambular por vários patamares que se organizam pela encosta até à ribeira, no fundo do vale, mais abruptos do lado do palácio, mais suaves na encosta fronteira. Vários lagos e tanques são moradias de peixes, patos e, por vezes, de outras aves também elas de passagem. Aqui pode-se ver alguns espécimenes botânicos mais curiosos, ente os quais sobressai a araucária – é a mais antiga em Portugal plantada ao ar livre.

Contudo, se o tempo está agradável, descer a grande escadaria e fazer um passeio pelos prados, ao longo da ribeira, permitem apanhar mais sol e ar fresco. O regresso pela zona da mata é prazível e suave e a subida até ao museu pode ser feita atravessando a zona das hortas, atualmente também abertas à comunidade, num projeto designado como hortas urbanas.

Depois de um passeio num sítio tão agradável e romântico, impõe-se uma visita às grandes salas onde estão expostos os trajes do Romantismo e Belle Époque. Nestas salas nota-se um espírito leve e alegre e numa delas parece que a natureza também por aqui mora: as pinturas, das paredes ou das próprias portas, apresentam abundantes motivos vegetalistas e florais, aves e motivos áulicos, intercalando com outros motivos mais ao gosto do estilo Império. Os trajes, na sua esmagadora maioria femininos, ilustram a evolução da silhueta bem como dos padrões e tecidos, e complementam-se com os diversos acessórios expostos.