O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Museu Nacional do Traje - O Museu e a sua casa
18 de Setembro de 2020
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O Museu e a sua casa

O Museu Nacional do Traje está instalado no Palácio Angeja-Palmela, assim denominado por ter sido sucessivamente propriedade destas duas famílias.
Deve a sua traça atual ao 3º Marquês de Angeja, que aqui projetou instalar as suas coleções de história natural, complementadas com um jardim botânico. O projeto de remodelação da mansão já existente é parcialmente realizado, mas o de instalação de um museu de história natural não se concretiza, embora tenha deixado alguns vestígios arquitetónicos - o edifício que atualmente serve de restaurante e a estufa.

Adquirido pela Família Palmela no segundo quartel do séc. XIX, continua a servir de residência secundária e foi objeto de campanhas de requalificação dos interiores, das quais se salienta a desenvolvida por Pereira Cão, Rambois e Cinatti, que intervieram na decoração parietal do andar nobre. Assumindo-se inicialmente como uma residência de Verão, de 1952 a 1955 foi residência do Coronel Lawrence Vincent More Cosgrove, Encarregado de Negócios do Canadá em Portugal nesse período. Foi também ele que, a 2 de Setembro de 1945 e em representação do Canadá, assinou a Ata de Rendição do Japão, a bordo do USS Missouri. Foi, depois, residência dos proprietários.

Desde 1973 que se admitia a criação do Museu Nacional do Traje e se trabalhava no sentido de encontrar instalações próprias. Iniciaram-se nessa altura as negociações para aquisição do Palácio Angeja-Palmela, já desocupado pela família proprietária. Esta, temendo as ocupações que aconteceram após o 25 de Abril de 1974, propôs que o futuro Museu começasse de imediato a ser instalado no Palácio, o que veio a acontecer em Maio de 1974. Esta decisão gerou um interessante episódio com os ocupantes de uma propriedade vizinha, contado pela própria museóloga e fundadora do Museu, Natália Correia Guedes: “Toda a colecção reunida para a Exposição, onde se contavam já numerosas doações foi transferida em Maio de 1974 para o Palácio Angeja e de imediato colocado um grande letreiro provisório no portão principal «Museu Nacional do Traje – em organização». Letreiro que nos valeu no dia seguinte a visita amistosa de um grupo de «revolucionários» ocupantes de um Palácio vizinho (Bulhosa) que nos tomaram por «colegas» propondo muito compreensivamente a oferta do guarda-roupa do proprietário.” *

Em 1975, o Estado Português adquire um conjunto de imóveis designado por Quinta do Monteiro-Mor para instalação do Museu Nacional do Traje.

Palácio Angeja-Palmela

* Guedes, Maria Natália Correia. Museu Nacional do Traje : elementos para a história da sua organização, 1969- 1979. In I Encontro das Comissões Nacionais Portuguesas, 1988.)
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